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Tiago Antunes abdica da Provedoria de Justiça

Tiago Antunes abdica da Provedoria de Justiça

O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes lamentou esta sexta-feira ter sido vítima de cancelamento, com o chumbo do parlamento do seu nome para provedor de Justiça, e colocou-se de fora da corrida.

RTP /
Foto: Lusa

Em artigo de opinião publicado no semanário Expresso, Tiago Antunes desejou, "sinceramente, que muitas pessoas qualificadas continuem a disponibilizarem-se para servir a causa pública".

"Cada vez tenho mais dúvidas, porém. Os deputados desrespeitam acordos, brincam com o bom-nome das pessoas e alimentam campanhas persecutórias absolutamente infundadas e ridículas. Assim, não contem comigo", lê-se.

Há cerca de uma semana, a eleição do professor universitário e ex-governante para o cargo de provedor de Justiça ficou aquém dos necessários dois terços do parlamento, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.

"Em suma, só avançaria para a Provedoria de Justiça na base de um acordo alargado quanto ao meu nome. Esse acordo existiu e foi firmado, há cerca de nove meses, diretamente entre os líderes do PS e do PSD. Infelizmente, não foi honrado", lamentou Tiago Antunes.

Para o próprio, "pior do que isso" foi, "ao longo deste processo", ter sido "alvo de uma campanha vil, assente em falsidades e absolutamente descabida".

"Chegou a especular-se que o líder do PS --- que me desafiou para esta candidatura e a quem agradeço a confiança que em mim depositou ao longo de todo o processo --- não teria ficado desagradado com o resultado. Não houve limites para o ridículo", continuou.
No sábado, o secretário-geral do PS indicou que o seu partido estava em diálogo com Tiago Antunes para avaliar uma nova candidatura a Provedor de Justiça.
O antigo secretário de Estado de vários executivos socialistas escreveu que vai continuar na universidade, fazer aquilo de que gosta --- "ensinar Direito", mostrando-se orgulhoso da "vida profissional, uma carreira académica e uma folha de serviços prestados" ao país.

"Por fim, foi evocado o risco de, um dia, eu ter de me pronunciar, enquanto provedor de Justiça, sobre uma eventual queixa ou pedido de responsabilidades ao Estado português por parte de José Sócrates", lamentou.

O cargo está por preencher desde o início da presente legislatura, quando Maria Lúcia Amaral o deixou para desempenhar as funções de ministra da Administração Interna.


c/Lusa
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